O comércio justo ou fair trade surgiu nos anos 60 e vem aos poucos se popularizando entre as empresas e transformando para melhor o sistema tradicional de comércio. Entenda o por quê.

O comércio justo é uma abordagem alternativa ao comércio convencional, baseado em uma parceria entre produtores, comerciantes, empresas e consumidores. Através dessa relação, busca-se uma divisão equilibrada dos ganhos, enfraquecendo a exploração injusta por intermediários comerciais.

É um movimento internacional que compartilha uma visão de mundo onde justiça e desenvolvimento sustentável são o coração estrutural das práticas de comércio.

Promove-se o encontro de produtores responsáveis com consumidores éticos!

Essa modalidade atenta-se a toda cadeia produtiva, de forma a garantir condições justas, éticas e seguras de trabalho em todas as etapas. Ou seja, privilegia uma mão-de-obra humanizada.

Especificamente no caso da indústria da moda sustentável, as etapas abrangem desde o plantio das matérias-primas até as oficinas de costura, fato seguido à risca aqui na Armário Orgânico!

Ainda, o comércio justo promove transparência e respeito a todos os envolvidos no processo, apoiando-se sob os pilares da equidade social, proteção do ambiente e segurança econômica.

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Os princípios defendidos pelo fair trade são:

  • Respeito às pessoas
  • Remunerações justas pagas aos trabalhadores envolvidos no processo e sem distinção de gênero;
  • Respeito às leis trabalhistas (nacionais e internacionais);
  • Mão-de-obra humanizada (condições dignas e seguras de trabalho);
  • Proteção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres e das crianças;
  • Inserção social e valorização da diversidade cultural;
  • Desburocratização do comércio (contato direto entre produtor e consumidor);
  • Respeito ao meio ambiente;
  • Transparência e preços justos.
  • Promoção dos princípios do Comércio Justo aos consumidores (conscientização).

Definitivamente bons princípios pelos quais se nortear, não é mesmo?

Com base nisso, é possível promover a inclusão social e econômica de uma parcela expressiva de pequenos empreendedores carentes de oportunidades. Essa modalidade valoriza muito os pequenos negócios e o feito no Brasil é uma premissa sempre presente.

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Os consumidores conscientes não compram produtos de Comércio Justo por caridade, mas sim porque optam por produtos que, além da boa qualidade, agregam valor social.

Apoiar o comércio justo é um estilo de vida de quem acredita que outro mundo é possível.

Então, fique atento aos valores defendidos pelas empresas que produzem o que você costuma consumir. Seja você também um defensor do fair trade e, consequentemente, um defensor das pessoas e do meio ambiente.


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